Sou de linhas retas e finitas no tempo e no desenho. O alinhar ao ângulo tornou-se uma perícia ou um vício de quem abre os olhos e que enquanto não se endireita no molde ou na vista, não sossega a lente e as arrumações.
Aqui na ilha que pica, que ferve e não se olvida, não há receio do desalinho porque o equilíbrio está no imperfeito e no por acabar.
Nas escarpas em que não vejo falhas oriento-me como um gira que sabe sempre onde está o sol. Sei sempre onde está o mar porque sei que ali, na aparência do infinito, está a linha desenhada das ondas que não se ouvem e está São Jorge ou não fosse esta a casa que me escolheu para me apresentar a beleza de uma terra feita de fogo interior.
O ar cheira a terra húmida todo o ano, mas no amanhecer cheira a paz, ao tranquilo do regressar a uma mesma aposta, sem a dúvida anterior e com a certeza de estar na varanda certa. Escolhemos a Casa da Canada e estamos enamorados pelo quadrado dividido em vidro, sem quebrar uma palha e deixando-nos aquecer de janela aberta.
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Prometo que não engorda.
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